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Refluxo gastroesofágico

| 22.06.2015

da redação

Saiba quando você deve se preocupar e aprenda a minimizar os sintomas do seu filho

Seu bebê regurgita com frequência após a mamada? Antes de pensar em doença do refluxo é necessário avaliar o quadro com calma. Refluxo, em termo médico, quer dizer retorno. Quando nos alimentamos e deglutimos os alimentos, em situação normal, o esôfago tem uma válvula que se fecha, (o chamado esfíncter), impedindo esse retorno. “Em condições saudáveis, todos nós refluímos alimentação diariamente. Ter alguns episódios breves de refluxo por dia é considerado normal. Mas há pacientes que apresentam um número aumentado de refluxo. Neste caso, as substâncias contidas no estômago são ácidas demais para o esôfago e acabam inflamando a região (esofagite), podendo, então, causar a Doença do Refluxo”, explica a gastroenterologista pediátrica Yu Kar Lin Koda.

Ela afirma que as crianças, sobretudo os bebês, são mais propensos a apresentar refluxo. Primeiramente, porque o esfíncter não é tão eficaz, por conta do próprio desenvolvimento infantil, mas com o tempo melhora. Também se trata de uma fase cuja base alimentar é líquida, que é mais fácil de refluir do que a sólida. Além disso, a criança passa mais tempo deitada, o que também facilita.

Apesar de os episódios de refluxo serem mais frequentes até os dois anos, isso não obrigatoriamente denota um problema. Doutora Yu explica que o refluxo passa a ser doença quando causa complicações como esofagite e apresentam sintomas como dor, choro, vômitos, recusa alimentar, perda ou não ganho de peso. “Até ao regurgitar tem diferença. Se ele regurgita, mas não reclama, não chora, é normal. E se está ganhando peso não tem problema nenhum. Trata-se de um refluxo fisiológico. Mas, se a criança está sempre chorando, não ganha peso, está sempre incomodada. Aí o pediatra deve investigar.”

Veja as recomendações da especialista e amenize o incomodo do seu pequeno:

A alimentação exclusivamente à base de leite é muito líquida. Verifique com o pediatra de sua confiança se você pode optar por leites espessados para dificultar a volta do leite.

Procure manter a criança em uma posição mais elevada na hora da mamada.

Evite movimentar muito a criança depois de mamar. Às vezes a mãe fica sacudindo o bebê e isso contribui para o refluxo.

Mantenha o bebê em posição elevada para arrotar e mantenha-o assim até estar certa de que arrotou. Se arrotou pouquinho, tenha paciência, que deve vir mais em seguida.

Evite trocar a fralda logo após a refeição. Ao mantê-lo deitado e levantar as pernas, você estará facilitando o refluxo.

Travesseiros antirrefluxo podem ajudar.

Ao colocar o bebê no berço, posicione-o do lado esquerdo e com cabeça elevada.

Essas medidas não acabam com os refluxos, mas diminuem bem. “Quando o seu bebê começar a sentar, a tendência é melhorar, já que a posição favorece. Após o sexto mês, são introduzidos alimentos sólidos no cardápio, o que também ajuda. Em geral, depois do primeiro aniversário, já está tudo resolvido, pois esses hábitos coincidem também com o amadurecimento do esfíncter”, conclui doutora Yu.

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