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Exame neonatal pode curar maioria dos casos de displasia de quadril

| 21.07.2014

da redação

Doença que pode deixar paciente manco pode ser minimizada quando diagnosticada e tratada até os seis meses

Um simples diagnóstico, realizado na maternidade, pode mudar completamente a vida de uma pessoa. Médicos do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas / FMUSP, atendem mensalmente casos graves de displasia congênita de quadril – doença que pode deixar a pessoa manca ou dependente de prótese por toda a vida – e asseguram: problemas graves podem ser evitados com simplicidade, quando tratados nos primeiros dias de vida.

 

De acordo com o ortopedista Roberto Guarniero, é fundamental o diagnóstico precoce feito pelo pediatra no berçário, por meio da Manobra de Ortolani, que consiste em uma simples sensação tátil. “O examinador preparado, percebe um ‘click’ ao movimentar as pernas do bebê. Se isso é feito e tratado dos zero aos seis meses de vida, as chances de cura chegam a 80%”, destaca, lembrando que a doença atinge cerca de 1% dos recém nascidos no Brasil.

 

A Luxação ou Displasia Congênita de Quadril é um defeito anatômico, que impede o encaixe adequado do fêmur na bacia, causando o deslocamento do osso da coxa. Ligado a problemas hereditários ou mecânicos (posicionamento intra-uterino) é mais comum em crianças do sexo feminino. “A cada sete meninas, apenas um menino tem a doença”, explica Guarniero. Segundo ele, porém, quando ocorre nos homens, o problema normalmente se manifesta de maneira mais intensa.

 

Apesar de ser um problema ortopédico infantil conhecido, muitos são os casos de diagnóstico tardio, que tem como conseqüência um tratamento mais complicado (gessos, cirurgias etc) e oneroso. “É preciso enfatizar o tratamento precoce, evitando assim problemas futuros”, diz Guarniero.

 

Fonte: HC em Movimento

http://hcemmovimento.blogspot.com.br/

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