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E se der positivo?

| 21.07.2014

da redação

Mantenha a calma! Dentre todos os Testes do Pezinho coletados, apenas três em mil apontam para verdadeiros doentes. Há uma incidência considerável de falsos positivos

Pela gravidade e raridade das doenças que é capaz de detectar, o Teste do Pezinho assusta diante de um resultado positivo. Mas, é importante manter a calma, pois há grandes chances de se tratar, na verdade de um “falso positivo”. “Isso porque o teste inicial faz parte do Programa de Triagem Neonatal, então, é realizado em um papel-filtro, que oferece alta sensibilidade para não deixar escapar nenhum verdadeiro doente. Então, na primeira coleta, 0,5% dos resultados acusam positivo. Do total de pacientes 0,5 a 1,5% são chamados na APAE DE SÃO PAULO para realizar novo teste, mas ao final o resultado não se confirma”, tranquiliza doutora Flavia Piazzon, médica geneticista, pós-graduanda da Patologia na Faculdade de Medicina USP e consultora de Erros Inatos do Metabolismo da APAE DE SÃO PAULO.

Segundo a especialista, isso pode ocorrer se o bebê não estiver se alimentando corretamente, se receber sangue ou estiver tomando antibióticos. Dentre todos os exames coletados, apenas 0,03% são os verdadeiros doentes. “O índice equivale a três crianças em mil. De qualquer forma, diante de um resultado positivo, o laboratório realiza outro exame para confirmar, o que garante maior especificidade. Algumas famílias negligenciam o contato e não comparecem para a recoleta, o que é muito perigoso, pois se estivermos diante de um verdadeiro doente, não podemos perder tempo em esclarecer”, alerta doutora Flavia.

Se ainda assim o resultado continuar alterado na recoleta, é recomendável fazer um teste confirmatório, que é realizado em outro material (soro ou plasma e não mais no papel-filtro), que garante maior precisão.

Aos verdadeiros doentes, a APAE DE SÃO PAULO providencia o suporte clínico e de tratamento para a família, quando não há um serviço de referência. Confira abaixo:

Serviços de referência para o tratamento:

– Fenilcetonria ou hipotireoidismo congênito

Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE DE SÃO PAULO)

www.apaesp.org.br

– Hiperplasia Adrenal congênita e Fibrose cística

Instituto da Criança do Hospital das Clínicas

www.icr.usp.br

Deficiência de Biotinidase parcial

Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE DE SÃO PAULO)

Deficiência de Biotinidase Total

– ICr ou Unifesp

www.icr.usp.br

http://www.unifesp.br

 

Fonte: Flávia Piazzon é Pediatra e Geneticista pela Universidade Federal de São Paulo. Médica colaboradora da Unidade de Genética do Instituto da Criança e doutoranda do Departamento de Patologia – FMUSP/HC.  Médica consultora de Erros Inatos do Metabolismo da APAE DE SÃO PAULO. Atualmente é assessora médica da Genética Molecular do Grupo Fleury.

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