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Como lidar com a angústia da separação

| 06.10.2014

da redação

Fique de olho nas nossas dicas e aprenda a ajudar o seu bebê a superar esse momento de dor

Por volta dos oito meses, o bebê, antes excessivamente vinculado à mãe, vivencia um mundo de descobertas. Descobre não apenas o próprio corpo, mas também as pessoas que o cercam. Esse reconhecimento, no entanto, é uma transição para o pequeno, que em um primeiro momento tem medo do outro, de qualquer pessoa que não seja a mãe. Por isso, pode ocorrer de estranhar familiares e amigos do casal. Trata-se da “angústia da separação ou do oitavo mês”.  Confira a seguir algumas dicas da pediatra Filumena Gomes para amenizar esse momento de sofrimento do seu filho.

“Apresente” o papai

O bebê não para de chorar diante do papai? Acalme-se e saiba que você terá papel essencial nessa aproximação. Com o bebê no colo, peça que o pai o alimente, por exemplo. Há casos em que quando o filho chora, há mulheres que têm dificuldades em deixar que o marido participe do cuidado. “Porque há também o bloqueio da mãe com a angústia da separação. Foi ela quem gestou o neném por nove meses, significou o mundo para ele, então, não é fácil perder esse papel. Mas elas têm que dar uma chance para o pai, para a própria saúde emocional e ao bebê”, recomenda doutora Filumena.

Ofereça um objeto de transição

Um paninho, urso de pelúcia ou um objeto macio e lavável, poderá ajudar a confortar o pequeno nos momentos de angústia da separação, pois o objeto simboliza a mãe para o bebê. Muitas mulheres ficam em dúvida se devem ou não dar o objeto por medo da dificuldade em separá-lo da criança depois, mas doutora Filumena afirma que o bebê vai eleger o objeto de qualquer forma. “É algo de que ele lança mão para se consolar nesse momento de angústia, mas que faz parte do desenvolvimento.”

Conforte o sono

Quando o pequeno está no auge do enfrentamento dessas angústias e estranha o outro enquanto está acordado, a tendência é que o quadro seja reproduzido também ao dormir, durante o sono. Então, a mãe deve redobrar a paciência, pois esse bebê pode apresentar distúrbios do sono e acordar com mais frequência durante a noite. “Deixe uma luz acesa no corredor para que, ao acordar, o neném reconheça que está no quarto dele”, aconselha doutora Filumena.

Promova pequenas chegadas e partidas

Lembre-se de que o diálogo, desde os primeiros meses, contribui para o vínculo e para o estabelecimento da demanda, já que, depois de alguns meses, você reconhece a necessidade do seu filho e ele, por sua vez, vai modulando suas reações para ser compreendido. Então, antes de sair para o trabalho, diga para o seu bebê que vai embora, mas que voltará depois. “Não despedir-se é pior. Ele pode achar que não a terá de volta nunca mais. Ao chegar em casa, brinque e avise a criança que você chegou. A brincadeira de esconder, cobrindo o próprio rosto com uma toalha, também é uma alternativa interessante no processo de angústia da separação, pois faz com que seu filho vá percebendo a materialização das coisas e pessoas”, finaliza a especialista.

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