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Vacinas na gravidez


da redação

Confira quais são permitidas e passe longe das proibidas

O desejo de proteger e cuidar do bebê desponta ainda na gravidez, e parte dessa redoma é possível desde que a futura mamãe esteja com a vacinação em dia! “A imunização durante a gestação é importante para proteção da mulher, que pode estar mais suscetível às complicações de algumas doenças, como as da gripe, por exemplo, por conta das mudanças fisiológicas que a gestação traz. Além disso, é possível transferir certa quantidade de anticorpos para o recém-nascido para que ele se proteja até receber as vacinas necessárias, obter os próprios anticorpos e proteger a gestante de algumas doenças que ela poderia transmitir ao neném depois do nascimento”, explica o doutor Marcelo Vallada, pediatra infectologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Mas, assim como há alimentos e medicações que devem ser evitados durante a gravidez, certas vacinas também são restringidas. A seguir, doutor Marcelo detalha quais são as vacinas que as futuras mães devem receber e também as que devem ser evitadas.

Recomendadas!

Gripe

A composição da vacina contra a gripe é atualizada anualmente com os vírus que circularem naquele período. Então, é necessário aplicá-la mesmo que a gestante já tenha recebido no ano anterior. Pode ser aplicada em qualquer momento da gestação. Os componentes irão não apenas proteger a mãe, mas já há estudos comprovando a passagem de anticorpos para o feto. Assim, o recém-nascido, nos primeiros meses de vida, torna-se menos suscetível à gripe. A vacina é contraindicada apenas às mulheres com alergia grave a ovo, pois é produzida em ovos embrionados e eventualmente pode conter traços de proteínas do alimento.

Tétano Neonatal

Eis uma doença muito grave, com risco de morte elevado. “O cuidado inadequado com a higienização do coto umbilical é um dos principais fatores que predispõem o bebê ao tétano neonatal. Por isso, a vacina é uma das formas de proteger o recém-nascido, já que uma boa quantidade de anticorpos é transferida”, salienta doutor Marcelo.

Então, toda gestante que não tenha feito uma dose de antitetânica nos últimos cinco anos, deve fazer. A rede pública oferece a vacina dupla, contra tétano e difteria e, de acordo com doutor Marcelo, é recomendável aplicá-la no segundo trimestre da gravidez. Já as clínicas privadas disponibilizam a tríplice acelular tipo adulto, que previne o tétano, difteria e também coqueluche, doença cujos casos tem sido mais frequentes no mundo todo.

Hepatite B

Caso a futura mamãe já tenha sido imunizada contra essa doença, não é necessário repetir. “Trata-se de uma doença potencialmente transmitida da gestante para o recém-nascido e o bebê que se infecta por essa via tem um maior risco (acima de 70%) de desenvolver a forma crônica da doença. O ideal é fazer uma avaliação sorológica no pré-natal para ter certeza se a gestante tem anticorpos contra a Hepatite B. A vacina também está disponível na rede pública”, afirma o pediatra.

Não recomendadas!

Vacinas injetáveis produzidas a partir de vírus vivo como a que previne varicela (catapora) e a tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola não devem ser aplicadas. Doutor Marcelo explica que durante a gravidez, há a possibilidade de o vírus se multiplicar e, eventualmente, causar a doença para o feto. Neste caso, a grávida pode sofrer aborto como consequência ou o bebê pode sofrer lesões graves, má formações, surdez e cardiopatias. “Em princípio, a grávida também não deve ser imunizada contra a febre amarela, pois também é feita a partir de um vírus vivo. No entanto, já existem trabalhos que demonstraram que gestantes vacinadas inadvertidamente não desenvolveram nenhuma complicação. Assim, gestantes que estejam sob risco aumentado de exposição à doença, devem consultar seus médicos para avaliar um eventual benefício da vacinação.”, pondera o especialista.

Meningite meningocócica

Trata-se de uma vacina que não contém o vírus vivo em sua fórmula, porém, costuma-se aplicá-la nas grávidas apenas diante de uma epidemia da doença.

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