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Os melhores amigos da criançada


da redação

Os animais de estimação e seu filho têm tudo para formar uma bela dupla! É preciso apenas tomar alguns cuidados com a saúde e higiene de seu mascote

Eles são a alegria da casa e há quem os considere parte da família. Fiéis companheiros para adultos e também para as crianças, os animais de estimação podem contribuir e muito para o desenvolvimento social e emocional do seu filho. É preciso apenas garantir alguns cuidados, principalmente no que se refere ao convívio com os bebês. “Primeiramente, é necessário cuidar muito bem do animal, o que significa manter as vacinas em dia, levá-lo ao veterinário periodicamente e administrar vermífugos ao menos uma vez ao ano”, orienta doutor Pedro Takanori, pediatra infectologista.

Quando o peludo estiver doente, o ideal é mantê-lo longe das crianças. Além disso, é importante cuidar bem da alimentação. “Se o bichinho comer algo estragado e tiver diarreia, pode transmitir a doença. Por isso, opte por uma ração de boa origem ou atente ao preparo dessa refeição”, afirma doutor Takanori.

Para os bebês e pequenos de até dois anos, a recomendação da pediatra Filumena Gomes é evitar posicioná-los à mesma altura e deixá-los juntos sob supervisão de um adulto. “A criança pequena não tem discernimento sobre força nem o que é, de fato, brincadeira. Se, por acaso, o bebê apertá-lo, mordê-lo ou colocar o dedo no olho, o peludo tende a reagir para se defender e acabar machucando”, detalha a doutora.

Mas, depois de tomar as devidas providências, essa amizade pode reverter inúmeros benefícios. Com cerca de oito anos, além de seu pequeno ganhar um fiel companheiro, poderá desenvolver noções de limites e responsabilidades, já que a partir de então ela terá alguém para cuidar, alimentar, trocar a água e até limpar a sujeira.

Juntos eles vão correr, pular, jogar e pegar a bolinha, entre outras aventuras. Esse exercício físico natural diário pode ser mais proveitoso e dinâmico do que as brincadeiras com o videogame ou os programas de TV.

“À medida que o animal for envelhecendo, os pais podem preparar e conscientizar as crianças de que um dia ele não estará mais entre eles. Trabalhar a perda com o mascote se torna mais fácil do que com um ente querido”, sugere o doutor Takanori.

Para crianças e mascotes conviverem em harmonia:

– Evite o contato com animais doentes (com diarreia ou lesões de pele)

– Antes de adotar um animal de rua, leve-o ao veterinário

– Evite contato com fezes de animais, recipientes sujos de fezes ou saliva

– Recolha rapidamente as fezes

– Limpe as caixas de areia

– Sempre use luvas para limpar aquários

– Evite contato com répteis como lagartos, iguanas, tartarugas, por conta do elevado risco de exposição à salmonela

– Procure lavar as mãos após brincar e acariciar seu animal.

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