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O calor e as crianças

| 14.02.2014

da redação

Ar condicionado, protetor solar, hidratação. Especialista explica como lidar com os pequenos durante o verão mais agressivo dos últimos 70 anos

Qualidade do ar ruim, apagões, racionamento de água e muito, muito desconforto em razão das altas temperaturas que configuram o verão mais quente dos últimos 70 anos. Parece que o pior já passou, mas se para os adultos já é difícil suportar o calor com frequentes baixas de pressão, quadros virais mais incidentes, o que dizer das crianças?

“Em relação às viroses ou distúrbios gastrointestinais em geral, os pequenos tendem a apresentar quadros mais sintomáticos, mais prolongados e que, normalmente, geram mais complicações do que no adulto”, afirma doutora Filumena Gomes, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Por isso, nunca é demais reforçar a importância da hidratação. “A criança tem controle de sua sede. Quando ela não quer, é porque não está com sede, de modo geral. O que ocorre é que ou não pede água porque não fala ainda, no caso dos pequenos, ou está brincando e se esquece”, pondera. Então, a água deve ser oferecida frequentemente, respeitando a vontade e quantidade que a própria criança solicita. A hidratação é um ponto consensual entre adultos e crianças, mas e o protetor solar? O ar condicionado está liberado para os pequenos?

Filumena relaciona a seguir dicas pontuais sobre como lidar com as crianças se uma nova onda de calor aparecer por aqui.

Exposição ao sol

Crianças de até três anos de idade não devem ser expostas ao sol contínuo, somente durante atividades externas, mas por curto período: de 10 a 15 minutos diários, no melhor horário, antes das 10h e depois das 16h. Esse período de exposição, sim, é favorável para a síntese de vitamina D na pele.

Se a criança for exposta ao sol fora desses horários ou por um período de tempo maior, use protetor solar adequado à faixa etária, além de chapéu/boné e óculos escuros.

Não se esqueça de oferecer água frequentemente, pois a perda de calor ocorre por suor e irradiação. Sem contar que a criança perde mais água que os adultos, então, deve-se  oferecer água a ela de hora em hora pelo menos.

Procure ficar com a criança em ambientes de sombra e com ventilação adequada. Evite aglomerações. Prefira usar o transporte coletivo ou ir ao mercado no horário de menor público.

Vestuário fresquinho

Ao contrário do que muitos pais pensam, a criança deve usar roupas semelhantes às dos adultos, de preferência confeccionadas com tecido de algodão e roupas claras. “O centro de controle de temperatura da criança é imaturo, portanto, ela pode apresentar hipertermia pelo excesso de roupas, além das brotoejas, pois sua pele é mais sensível. Por isso, opte por vesti-las com roupas leves em altas temperaturas, com fralda e camiseta ou ‘body’”, recomenda.

Se a temperatura estiver acima de 24ºC, mesmo os muito pequenos necessitam de roupas leves. Se estiver muito calor, o recém-nascido só precisa de uma camada de roupas, e deve ser protegido se houver ar condicionado ou correntes de ar.

Ar condicionado

Às vezes o calor é tanto que o ar condicionado ajuda a refrescar, mas é importante lembrar que a manutenção do equipamento deve ser realizada pelo menos a cada seis meses, para evitar que o ar fique poluído e com alérgenos respiratórios. Evite deixar o ar em uma temperatura muito baixa.

 

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