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Cuidado com a saúde das crianças na Copa


da redação

Além das novas doenças que podem vir com os turistas, vale a pena redobrar a atenção e poupar os pequenos de multidões

Em poucos dias, os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil e a expectativa de turistas estrangeiros já supera a projeção inicial, que era de 600 mil. Vamos receber pessoas de várias idades, costumes e que podem trazer ou levar de volta na mala doenças que incidem no seu país de origem, ou que contraíram durante a estadia aqui. A preocupação maior, de acordo com o pediatra Pedro Takanori, é com o sarampo, poliomielite, com o novo vírus Mers-Cov (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), febre chikungunya, cólera, entre outras.

O sarampo, que está cada vez mais distante do povo brasileiro, ainda se faz presente em alguns países da Europa e África. Já a poliomielite volta a preocupar uma vez que a Síria, Nigéria, Afeganistão e Paquistão ainda registram casos. “Por esse motivo, é muito importante revisar as caderneta de vacinação, principalmente, mas não apenas das crianças. Há vacina para as duas doenças e a imunização é o melhor remédio”, afirma doutor Takanori.

Sobre o novo Mers-Cov, o especialista explica que se trata de um vírus, de transmissão semelhante ao da Infuenza, cujos sintomas equivalem aos de uma gripe forte. “Entretanto, é muito mais agressivo para o pulmão, podendo evoluir para pneumonias graves. Mas, felizmente, parece ser menos transmissível. Por enquanto, o Mers-Cov foi identificado no Oriente Médio (Arábia Saudita e Catar) e Estados Unidos. A febre chikungunya tem sintomas parecidos com os da dengue, mas com predomínio das dores articulares. O dado importante é que o mosquito transmissor é o mesmo da dengue.”

Já os turistas devem cuidar com os focos de dengue, febre amarela e malária, sobretudo na região Centro-oeste.

De olho na criançada

Antes de se preocupar com vírus estrangeiros, os pais devem mesmo é redobrar os cuidados com os pequenos, preservando-os em muitos aspectos. A seguir doutor Takanori relaciona dicas simples para que toda a família torça com segurança.

Mantenha a caderneta de vacinação em dia – Atenção especial às vacina contra a gripe, H1N1 e febre amarela para aqueles que pretendem viajar para Centro-oeste e Norte do país. Em relação ao sarampo, eventualmente, vale antecipar a aplicação da segunda dose.

Evite aglomerações – O Sistema Imunológico das crianças de até seis anos está em amadurecimento e adquirindo resistência à medida que são expostas aos diferentes tipos de vírus. Então, é conveniente poupá-las de locais com grande fluxo de pessoas.

Atente aos hábitos de higiene – Estimule as crianças a lavar as mãos, principalmente, antes das refeições e quando voltar da rua.

Use repelentes, mas com cuidado – O produto pode ser tóxico e causar alergia. A maioria dos repelentes só é recomendada para crianças acima de dois anos, embora haja produtos licenciados a partir dos seis meses de idade.

“Ainda assim, pode acontecer de a criança ter contato com turistas ou ser submetida a alguma situação adversa durante o Mundial. Ao apresentar algum sintoma que deixe os pais em alerta, o médico deverá ser informado do ocorrido. Só assim terá subsídios de informação suficientes para agir”, recomenda Takanori.

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