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O cardápio ideal para a futura mamãe

| 21.07.2017 | Redação ABC

A gestação e os eventos a ela relacionados, como puerpério e lactação, são marcados por profundas mudanças que interferem na vida da mulher. As mais reconhecidas são as modificações relacionadas ao corpo, sua fisiologia e metabolismo. Sob o ponto de vista da medicina, é inegável que são fases de maior fragilidade e de grandes demandas que requerem prioridade na assistência.

 

A gestante não deve comer por dois, mas consumir pelos dois os nutrientes essenciais para a saúde da mamãe e do bebê. A palavra-chave é qualidade, não é quantidade. É importante tentar aumentar a ingestão de determinados nutrientes, como proteínas, vitaminas e ferro, para ter certeza de que você está consumindo tudo o que o seu corpo e o do bebê em desenvolvimento precisam. Se você não era de se preocupar muito com a comida, agora vale a pena passar a fazer refeições mais pensadas e equilibradas, limitar a quantidade de guloseimas e investir em uma alimentação variada.

 

Os cuidados com a alimentação durante os nove meses da gravidez são importantes para evitar as complicações associadas tanto à obesidade quanto ao baixo peso materno. A alimentação durante a gestação deve ser equilibrada, garantindo à mulher o consumo de grande variedade de alimentos em quantidades adequadas e permitindo que o ganho de peso nesta fase ocorra dentro do esperado.

 

A incidência de complicações da gravidez é maior nos extremos do ganho de peso, tanto no excesso quanto na falta. Nesses dois extremos ocorre um aumento dos nascimentos de crianças com baixo peso (em mulheres com ganho de peso abaixo do recomendado) e  nascimento de crianças macrossômicas (com mais de quatro Kg) nas mulheres que excedem as recomendações de ganho de peso. Além disso, o excesso do ganho de peso durante a gravidez e a retenção de peso no pós-parto estão associadas a complicações médicas a longo prazo.

 

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

 

O primeiro trimestre é marcado por um aumento da frequência cardíaca e volume do sangue da mamãe, fase importante de desenvolvimento de partes vitais do bebê, como o sistema nervoso. Nessa fase, a ingestão de ferro, ácido fólico e líquidos são interessantes. Isso não quer dizer que esses componentes são importantes só nessa fase, eles têm que fazer parte de toda a gestação.

 

Doenças transmitidas por alimentos podem resultar em parto prematuro, aborto espontâneo e até morte do bebê. Para reduzir o risco de doenças transmitidas por alimentos, é importante que as grávidas adotem hábitos como lavar as mãos com frequência, tenham higiene no preparo dos alimentos, consumam carnes, peixes e aves cozidos e evitem o consumo de produtos lácteos não pasteurizados.

É importante lembrar que cada mamãe tem um organismo e só o seu médico ou um nutricionista poderá recomendar uma dieta específica.

Lenycia Neri é nutricionista no Instituto da Criança do HC FMUSP

Introdução alimentar do bebê

| 17.10.2016 | Redação ABC

A partir dos seis meses de idade, o leite materno deixa de ser suficiente para satisfazer todas as necessidades do organismo do seu bebê, e ai ele vai estar preparado para receber novos alimentos. Inicia-se uma nova fase na alimentação, que visa complementar o leite materno e não para substituí-lo. A introdução da alimentação complementar aproxima pouco a pouco a criança aos hábitos alimentares de seus pais e cuidadores e exige uma adaptação a uma nova fase do seu ciclo de vida, na qual lhe são apresentados novos sabores, cores, aromas, texturas e saberes.

 

Desde cedo, seu bebê deve se acostumar a comer alimentos variados para evitar a monotonia da dieta e garantir a quantidade de nutrientes e vitaminas que ele necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequado.

Do sexto mês em diante, seu filho está pronto para receber alimentos sólidos, bem cozidos, sob forma de papa ou purê. Não é indicado passar os alimentos pela peneira ou mesmo triturá-los no liquidificador. Eles devem ser amassados ou desfiados, em pedaços bem pequenos e oferecidos com auxílio de colher, bem devagar.

 

É bastante comum a criança não aceitar novos alimentos logo na primeira oferta e sim após algumas tentativas. O que pode parecer rejeição aos novos alimentos é apenas resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e texturas. Para evitar rejeições e incentivar a identificação de cores e paladar pelo seu bebê, os alimentos devem ser oferecidos separadamente e não misturados. Dessa forma você pode variar não apenas os ingredientes, mas também a consistência ou formas de preparo. É importante que a criança possa pegar pequenos pedaços de alimentos, como tirinhas de legumes, carnes ou frutas, despertando nelas a curiosidade e o desejo de levá-los à boca.

 

Nunca force a criança a comer. Deve-se oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos em que a criança referir fome.

 

Vale lembrar que alguns cuidados são necessários para garantir a segurança da alimentação do seu filho:

– Lavar bem as mãos, com água e sabão, os utensílios domésticos e as superfícies para a preparação e oferecimento dos alimentos.

– Toda verdura, legume e fruta deve ser lavada em água corrente tratada, filtrada ou fervida, antes de serem descascadas.

– Os alimentos devem ser bem cozidos e de preferência preparados em quantidade suficiente para uma refeição, que deve ser servida logo após o preparo. Não oferecer restos (do prato) da refeição anterior.

– Os alimentos devem ser guardados em vasilhas limpas, secas, tampadas, em local fresco, na geladeira.

 

O sucesso da alimentação complementar depende de muita paciência, afeto e suporte por parte da mãe e de todos os cuidadores da criança. Toda a família deve ser estimulada a contribuir positivamente nessa fase, para que sua criança se sinta amada e encorajada a entender sua alimentação como ato prazeroso, o que evita o aparecimento de possíveis transtornos psíquicos e distúrbios nutricionais.

Atenção redobrada ao cardápio!

| 02.07.2015 | Redação ABC

Ingerir frutas, legumes e balancear o consumo dos diversos grupos alimentares é importante para a saúde todos, e ainda mais essencial às grávidas, responsáveis pelo bom desenvolvimento do bebê de maneira global. Nesta etapa inicial da formação de um indivíduo, ocorre também a programação metabólica do bebê, que é realizada a partir dos nutrientes ofertados pela mãe. Dessa forma, quando essa oferta não se dá de maneira satisfatória e o bebê não se desenvolve nem ganha peso de forma adequada, o organismo dele pode se programar para receber e armazenar essas substâncias durante a vida. A longo prazo,  esse quadro pode tornar seu filho suscetível a problemas como obesidade, hipertensão ou diabetes.

Por isso, sempre que possível, o ideal é que o casal planeje a gravidez. Assim, com o acompanhamento de um nutricionista, a futura mamãe pode checar se sua alimentação está equilibrada e se está fornecendo todos os nutrientes necessários para o bebê. Pode também iniciar a suplementação de ácido fólico, substância essencial durante o primeiro trimestre da gestação, mas que deve continuar sendo ingerida durante toda a gestação, para auxiliar no bom desenvolvimento do sistema neurológico, que já começa a se formar.

Folhas verdes escuras como espinafre, rúcula e couve são ricas em ácido fólico, entre outros nutrientes, portanto, são uma boa pedida durante a gravidez. Além disso, o governo decidiu suplementar todas as farinhas do mercado com acido fólico. Mas, ainda assim, é bom se certificar, por meio de exame de sangue, se seus níveis estão adequados ao bebê, e, com solicitação médica, suplementar sempre que necessário.

Sobrepeso e obesidade

Estar em guerra com a balança antes de engravidar não é uma boa ideia. O excesso de peso diminui a fertilidade da mulher, que, quando consegue engravidar, está mais suscetível a algumas complicações como o aumento da pressão arterial, ganho de peso excessivo, diabetes gestacional etc.

Neste caso, é extremamente importante seguir com acompanhamento nutricional durante toda a gestação, para que ingira os nutrientes necessários sem ganhar mais peso do que o indicado caso a caso. Assim, fornecerá os nutrientes para o bebê na medida certa, sem correr riscos durante a gravidez.

Entre as principais queixas das gestantes estão os enjoos e a depressão pós-parto. Os enjoos costumam ocorrer no primeiro trimestre, fase em que há grandes alterações hormonais. Por isso, é recomendado ingerir alimentos secos ao acordar (como biscoitos salgados), não misturar quente e frio na mesma refeição, evitar odores e sabores fortes, além de frituras e condimentos muito fortes. O refresco de limão e laranja (assim como outras frutas cítricas), consumido entre as refeições, auxilia no alívio dos sintomas. Além disso, as refeições devem ser feitas de três em três horas e em pequenas porções.

Já a depressão pós-parto ainda é muito estudada e o único nutriente relacionado à melhora do quadro é o ômega 3. No entanto, os dados científicos ainda não são precisos a esse respeito.

A hidratação x fluxo de leite

A hidratação é fundamental para toda gestação e essencial na amamentação. Só de pensar que podemos produzir cerca de oito litros de leite ao dia, pense no quanto devemos beber de água! É comum as gestantes ingerirem 5 a 6 litros de água por dia, e o leite deve estar presente em três porções diárias (nos lanches). Os sucos naturais podem entrar no cardápio como representantes do grupo das frutas. Durante o alto verão, a água de coco é uma ótima pedida!

Evite bebidas industrializadas ricas em açúcar e chás ou café estimulantes (ricos em cafeína).

 

Sinal verde 

– Abuse de frutas, verduras e legumes: quando a mãe ingere esses alimentos, há uma tendência maior de o bebê aceitá-los melhor na fase de introdução da alimentação complementar. A impressão é que eles “aprendem” os sabores ainda dentro do útero

– Abuse das verduras verdes escuras, que são ricas em várias vitaminas e minerais essenciais para a gestação

– Coma peixes três vezes por semana de fontes confiáveis. Prefira os de águas profundas e frias, como sardinha, salmão, pois são ricos em ômega 3

 

 

 

Sinal vermelho 

Evite café, chás (mate, preto, verde). Ricos em cafeína, são estimulantes do Sistema Nervoso Central e o consumo deve ser esporádico durante a gestação

 

– Não coma alimentos crus em restaurantes não confiáveis. Gestantes estão mais susceptíveis a toxiinfecções alimentares, que podem ser graves ao bebê. Portanto, evite comer peixes e verduras cruas em estabelecimentos públicos (não temos certeza de como foram higienizados)

– Adote uma alimentação rica em fibras: alimentos integrais, verduras e legumes auxiliam no bom funcionamento do intestino, já que é comum durante a gestação ter episódios de obstipação (intestino preso).

 

 

 

 

Lenycia Neri é nutricionista do Instituto da Criança HC FMUSP e diretora da Nutri4Life Consultoria em Nutrição (www.nutri4life.com.br)

Como um reloginho

| 23.02.2015 | Redação ABC

Supositórios de glicerina ajudam a lubrificar o canal do ânus, entretanto, só devem ser administrado com prescrição médica. As massagens abdominais e com a flexão das perninhas do bebê também são recursos paliativos para aliviar os gases. “Entretanto, ambos vão resolver apenas momentaneamente, mas não resolvem o problema. A melhor medida para controlar a constipação intestinal é estar atenta à composição dos pratos da criançada e à consistência adequada”, explica doutora Yu Kar Ling Koda, gastroenterologista pediátrica.

O que ocorre é que, sobretudo, na etapa de migração do aleitamento exclusivo para a introdução das primeiras papas, muitas mães repetem ingredientes do grupo dos carboidratos e não consideram os demais grupos de alimentos como verduras, leguminosas, legumes e proteínas. “Além disso, é comum baterem tudo no liquidificador achando que devem facilitar a refeição oferecendo sopa aos bebês. Mas, na verdade, sem querer, agindo assim estão predispondo os pequenos aos quadros de constipação, pois, há perda de nutrientes e, principalmente, das fibras, que auxiliam nesse processo”, alerta a nutricionista Glauce Hiromi Yonamine.

A nutricionista também desmistifica outro receio das mães, que têm medo de introduzir alimentos mais sólidos. “O bebê não precisa ter dente para mastigar, pois a gengiva é dura o suficiente para ajudá-lo a quebrar os alimentos amassadinhos com o garfo. Pelo contrário: eles devem aprender os movimentos mastigatórios e isso só vai acontecer se a consistência for mais espessa, de purê. Se for líquida, ele vai apenas engolir.”

Por outro lado, não há problema em deixar a carne desfiada e a verdura cortada em pequenos pedaços. “Por isso que a introdução tem que ser gradativa, para que a criança vá treinando movimento mastigatório. Assim, quando chegar a vez da carne, ela já vai aceitar melhor”, explica Glauce.

Em torno de sete para oito meses, depois que a criança aceitou bem um prato principal, aos poucos, a janta pode ser oferecida. Entre o oitavo e nono mês, é possível tentar pequenos pedaços, até chegar à consistência da refeição da família. A partir dos dez meses a um ano de idade, sirva o mesmo cardápio da família, desde que seja sem muito tempero industrializado, sal, sem frituras e gorduras. A regra é ser o mais saudável possível.

E para sobremesa…

As frutas devem ser servidas concomitantemente à papa salgada. Não necessariamente precisa ser suco da fruta, pode ser amassado também. “Em porções exageradas, os sucos podem predispor à obesidade, já que na bebida, a criança acaba ingerindo as calorias de três laranjas, por exemplo. Sem contar que ao liquidificar você tira a casca, bate, coa. Novamente, perdem-se nutrientes e fibras”, alerta a nutricionista.

Confira as recomendações da especialista sobre como pequenas observações na dieta podem auxiliar a mãe numa condição de constipação:

Analise o hábito alimentar da criança – Veja o que é possível mudar, porque muitas vezes trata-se daquela criança que não aceita fruta, legumes e verdura. Mas, vamos lembrar que a escolha da criança, muitas vezes, é consequência do hábito da família. Então, todos devem mudar!

Cheque o nível de hidratação – Não se trata apenas de melhorar a ingestão de fibras, a hidratação deve caminhar junto, pois a fibra depende da água para favorecer o trânsito intestinal.

Estimule a prática de exercícios – Atividade física sempre ajuda. A criança que só fica deitada, assistindo TV, não estimula o intestino a funcionar.

Regule o reloginho – Por volta dos quatro anos, quando a criança já controla suas necessidades fisiológicas, vale lançar mão do treinamento evacuatório para conter a constipação. “Normalmente, o nosso intestino funciona bem após as refeições, então, a mãe pode ajudar seu filho a criar o hábito de ir ao banheiro para evacuar. Todo o dia, no mesmo horário.”

Evite fazer lanches fora de hora – Para evacuar, é necessário acumular uma porção considerável de alimento, então, ficar petiscando a todo momento dificulta o processo. Por isso, faça refeições completas em horários adequados. Acordar, não tomar o café da manhã e ficar a manhã toda sem comer também atrapalha completamente o funcionamento intestinal.

Proibido proibir – De acordo com Glauce nenhum alimento precisa ser banido do cardápio do constipado, desde que esteja equilibrado na dieta dele. A maçã, por exemplo, costuma ficar esquecida na fruteira dos que sofrem com o intestino preso, mas se a casca for mantida, não há contraindicação. Há alimentos como mamão, ameixa, bagaço da laranja que tendem a soltar o intestino, mas existem também alimentos cuja atuação é variável de pessoa para pessoa e isso deve ser levado em consideração.

Conheça seus aliados – Para unir forças no combate à constipação, você pode preparar um mingau de aveia (pode acrescentar banana também), estourar pipocas ou servir milho cozido. Esses alimentos têm bastantes fibras e costumam ser bem aceitos pelas crianças.

Existem outras estratégias de suplementação de fibra como farelo de trigo, chia, linhaça, além dos módulos de fibra industrializados para regularizar o trânsito intestinal. Mas, o ideal é buscar orientação do seu pediatra ou nutricionista antes de aderir a esses ingredientes. Combinado?

A seguir Glauce sugere como mensurar as porções dos alimentos durante a introdução dos alimentos, mas lembra que trata-se apenas de um norte, já que o apetite vai variar conforme a criança. A especialista reitera ainda que esse esquema é direcionado para crianças saudáveis, que foram amamentadas e que não tenham doenças. “Se a criança tiver algum problema de desenvolvimento, a introdução pode ser diferente.”

2 colheres (de sopa) de carboidrato

1 colher (de sopa) de leguminosa

2 colheres (de sopa) das carnes

 1 colher (de sopa) de legume

1 colher (de sopa) de verdura

Metade de uma pera ou maça, meia banana já é considerada uma porção. Procure variar a fruta.

Você conhece os grupos alimentares?

Carboidratos Proteína Leguminosas Verduras Legumes
Pães Carnes Feijões Alface Cenoura
Batatas Queijo Lentilha Escarola Beterraba
Macarrão Leite Ervilhas Couve Chuchu
Biscoitos Iogurte Vagem Espinafre Abobrinha

 

 

Constipação intestinal

| 23.02.2015 | Redação ABC

O hábito intestinal varia conforme o que ingerimos e a faixa etária. Além disso, o ritmo do intestino pode dizer muito sobre como anda a saúde do seu bebê.  Durante a amamentação exclusiva, por exemplo, a chefe da gastroenterologia do Instituto da Criança, Yu Kar Ling Koda, explica que o padrão normal de evacuação pode chegar a cinco ou seis vezes ao dia e as fezes são mais líquidas, em geral, a coloração é amarela-clara.

A nutricionista do Instituto da Criança Glauce Hiromi Yonamine comenta que a amamentação também protege contra constipação, pois o leite materno possui prebióticos, substâncias que ajudam no funcionamento intestinal. “É muito mais difícil uma criança em aleitamento exclusivo desenvolver constipação. Ela pode até demorar um pouco mais para evacuar ou não evacuar todos os dias, mas o cocô terá consistência adequada, sem dor”, afirma Glauce.

Também pode acontecer de o bebê evacuar logo após a mamada, já que a composição do leite materno é de fácil digestão. “Já uma criança que só toma mamadeira (com fórmula infantil), pode fazer menos vezes e mais consistente, como uma pasta ou até fezes endurecidas”, detalha doutora Yu.

Com a introdução da papinha, o padrão muda novamente, por conta da alimentação variada. A criança evacua uma ou duas vezes, mais consistente. E é nesta fase que os problemas de constipação são mais frequentes, principalmente, quando nao se toma cuidado com a alimentação.

Como saber se o bebê está constipado?

Há variações para a definição de constipação até mesmo entre os especialistas. Alguns confirmam o quadro quando o paciente permanece três dias sem fazer cocô, enquanto outros dizem que ocorre quando evacua menos de duas ou três vezes por semana. Doutora Yu prefere interpretar o padrão normal de evacuação da criança antes de definir o estado de constipação. Se, normalmente, o pequeno faz duas ou três vezes ao dia, as fezes costumam sair pastosas e sem dificuldade, mas num dado momento a mãe nota que ele passa a fazer esforço e sentir dor ao evacuar, além de apresentar as fezes endurecidas, ele está constipado.

“Mesmo que esse bebê faça coco todos os dias, ele está em constipação. Ou seja, não interessa muito o intervalo, mas a consistência das fezes, como faz cocô: é com muito esforço? É duro, em pedrinhas? Sente dor? Chora?,” explica a especialista.

O contrário também acontece: há bebês que tomam leite materno e ficam dois, três dias sem fazer cocô. Mas, se ao evacuar, as fezes vierem sem esforço, não se preocupe. Isso não é constipação.

“Devemos considerar também o padrão de constipação que nós herdamos. Se os pais apresentarem tendência a constipação intestinal, é recomendável tomar mais cuidado com a alimentação”, afirma doutora Yu.

Fontes

Dra. Yu Kar Ling Koda, gastroenterologista pediátrica e chefe da Unidade de Gastroenterologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP

Glauce Hirome Yonamine, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP

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