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Introdução alimentar do bebê

| 17.10.2016

Por Lenycia Neri e Thaís Vieira

Veja como estimular o paladar do seu filho desde cedo

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A partir dos seis meses de idade, o leite materno deixa de ser suficiente para satisfazer todas as necessidades do organismo do seu bebê, e ai ele vai estar preparado para receber novos alimentos. Inicia-se uma nova fase na alimentação, que visa complementar o leite materno e não para substituí-lo. A introdução da alimentação complementar aproxima pouco a pouco a criança aos hábitos alimentares de seus pais e cuidadores e exige uma adaptação a uma nova fase do seu ciclo de vida, na qual lhe são apresentados novos sabores, cores, aromas, texturas e saberes.

 

Desde cedo, seu bebê deve se acostumar a comer alimentos variados para evitar a monotonia da dieta e garantir a quantidade de nutrientes e vitaminas que ele necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequado.

Do sexto mês em diante, seu filho está pronto para receber alimentos sólidos, bem cozidos, sob forma de papa ou purê. Não é indicado passar os alimentos pela peneira ou mesmo triturá-los no liquidificador. Eles devem ser amassados ou desfiados, em pedaços bem pequenos e oferecidos com auxílio de colher, bem devagar.

 

É bastante comum a criança não aceitar novos alimentos logo na primeira oferta e sim após algumas tentativas. O que pode parecer rejeição aos novos alimentos é apenas resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e texturas. Para evitar rejeições e incentivar a identificação de cores e paladar pelo seu bebê, os alimentos devem ser oferecidos separadamente e não misturados. Dessa forma você pode variar não apenas os ingredientes, mas também a consistência ou formas de preparo. É importante que a criança possa pegar pequenos pedaços de alimentos, como tirinhas de legumes, carnes ou frutas, despertando nelas a curiosidade e o desejo de levá-los à boca.

 

Nunca force a criança a comer. Deve-se oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos em que a criança referir fome.

 

Vale lembrar que alguns cuidados são necessários para garantir a segurança da alimentação do seu filho:

– Lavar bem as mãos, com água e sabão, os utensílios domésticos e as superfícies para a preparação e oferecimento dos alimentos.

– Toda verdura, legume e fruta deve ser lavada em água corrente tratada, filtrada ou fervida, antes de serem descascadas.

– Os alimentos devem ser bem cozidos e de preferência preparados em quantidade suficiente para uma refeição, que deve ser servida logo após o preparo. Não oferecer restos (do prato) da refeição anterior.

– Os alimentos devem ser guardados em vasilhas limpas, secas, tampadas, em local fresco, na geladeira.

 

O sucesso da alimentação complementar depende de muita paciência, afeto e suporte por parte da mãe e de todos os cuidadores da criança. Toda a família deve ser estimulada a contribuir positivamente nessa fase, para que sua criança se sinta amada e encorajada a entender sua alimentação como ato prazeroso, o que evita o aparecimento de possíveis transtornos psíquicos e distúrbios nutricionais.

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